Em minha defesa, eu fui até o Mercado Público
outubro 05, 2015No sábado, enfim, kareshi e eu fomos, de fato, no Mercado Público. Cheio como o inferno, fétido, decrépito, AINDA CHAMUSCADO do incêndio de dois anos atrás, ou seja, atirado às traças desde que eu o visitei pela primeira vez há uns bons vinte anos.
Enfim, fui lá e comprei alguns ingredientes para os macarons que eu ia fazer semana passada: a famigerada farinha de amêndoa, açúcar de confeiteiro e cacau em pó (porque vou fazer de chocolate). Mas quando cheguei na casa dos meus pais minha irmã estava lá munida de minitortas de vários sabores deliciosos e então eu vi minha gana de fazer macaron se transformar em minicheesecake e minitorta de mousse com cobertura de amora.
Mas eu me impressionei com o preço da farinha de amêndoa. No supermercado tinha um pacote de 100g por uns vinte e dois reais. 1kg → R$ 200. No, thank you.
Qual não foi minha surpresa quando, no Mercado Público, o preço era levemente menos extorsivo: 1kg → R$ 79.
Eu não tinha a mais vaga noção de preço de farinha de amêndoa, apesar de obviamente calcular que fosse mais cara do que farinhas comuns. Mas agora eu acho que tenho um pouco de condescendência para com confeiteiros cobrando os olhos da cara por meia dúzia de macarons coloridos. Já pensou quem tem que comprar não um, mas cem QUILOS de farinha de amêndoa por mês? Pois é.
Mas o fato é que eu fui lá, comprei os bagulhos e não fiz absolutamente nada. E a decepção de pagar caro por um saco de farinha me pressiona a não me dar ao luxo de errar os macarons.
De repente eu faço, tiro fotos e mostro por aqui a minha doce aventura.



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