#08
junho 06, 2017
Liguei o abajur e, deitada na cama, fiz uma coisa que eu queria (e deveria) ter feito há pelo menos um ano: juntar as notinhas de compras (quando são fornecidas sem que eu precise lembrar e/ou pedir), anotar datas e valores num caderninho e separar o que foi em dinheiro, o que foi em cartão, etc. Uma contabilidade básica.
Creio que controlar gastos e fazer um double check com a fatura do cartão seja algo primordial para uma pessoa ter noção dos gastos, quanto e no quê - e no quanto sobra para viagens ou internação hospitalar (nunca se sabe).
A bem da verdade, eu gostei de ter uma desculpa pra usar o caderninho da Jetoy que comprei há uns quatro anos, só pra deixar na bolsa pra fazer aquela anotação rápida dos gastos do dia. E ter a mesma desculpa pra dar um uso efetivo e maduro para o Midori Traveler’s Notebook que comprei por impulso há dois anos. Fazer as anotações mais angustiantes em caderninhos bacanas pode ser positivo. :)
Creio que controlar gastos e fazer um double check com a fatura do cartão seja algo primordial para uma pessoa ter noção dos gastos, quanto e no quê - e no quanto sobra para viagens ou internação hospitalar (nunca se sabe).
A bem da verdade, eu gostei de ter uma desculpa pra usar o caderninho da Jetoy que comprei há uns quatro anos, só pra deixar na bolsa pra fazer aquela anotação rápida dos gastos do dia. E ter a mesma desculpa pra dar um uso efetivo e maduro para o Midori Traveler’s Notebook que comprei por impulso há dois anos. Fazer as anotações mais angustiantes em caderninhos bacanas pode ser positivo. :)

Sinto cada vez mais horror de aplicativo de conversa. Não aguento mais o celular vibrando sempre que recebo mensagem no Whatsapp, e cá entre nós, não são poucas. Namorado bombardeia com mensagens por três turnos, grupo da pós não fica sem mandar 30 por dia, grupo da família não pode não mandar meia dúzia de foto das minhas sobrinhas, e eu ali no meio do tiroteio tendo que ouvir colegas de trabalho que trabalham na mesma sala que eu com os discursos bipolares de esquerda, atendendo clientes no telefone e, o principal, fazendo meus prazos.
Essa vida é exaustiva pra caralho e, se eu pudesse, queria ter o luxo de desligar o celular até a hora do almoço. Comeria uma salada, que já vem fria, pra responder com calma toda a avalanche de mensagens - isso se meu celular aguentar tantos “vrrr vrrrr vrrrr vrrrrr vrrrrr”; EU não aguento.

Às vezes me parece que começa a faltar assunto com os outros, porque cada momento tem que ser informado no Whatsapp. Por mim bastava avisar quando cheguei no trabalho e quando cheguei em casa e só então falar do meu dia. Mas não, a mania de ir relatando o dia pingadinho assim que acontece alguma coisa me contaminou… e eu não sei mudar isso.
Não é ruim poder ter ali o celular por perto pra desabafar com alguém de confiança como é infernal não conseguir se concentrar no trabalho porque tem três pessoas conversando entre elas e eu querendo ser invisível ou ter capacidade de peidar fentanil.

Fotos de janelas aleatórias e piscina tiradas por mim. Olha o copyright! Eu sei mexer o Google Images :)



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