Bujo e afins
agosto 11, 2022Tenho tido pouco tempo para montar o bujo (bullet journal) do ano que vem. Mas montar o bujo, para mim, é uma cachacinha, não quero parar. Os spreads de cada mês estão rascunhados; faltam 10 trackers e pelo menos 8 capas.
O tema para 2023 será origami; o deste ano foi flor. Quem sabe eu dou uma palhinha aqui no blog outro dia.
No IG sou bombardeada de
No meio dessas sugestões aparecem também diários. Em 2020 eu consegui manter um diário, ano passado não, nem esse ano. Mas ainda sinto aquela coceirinha na mão de começar um diário novo. Caderno não me falta. Daí eu tive uma ideia brilhante para o bujo do ano que vem: cada spread semanal vai ter um espaço para escrever sobre aquela semana. Pode não funcionar como um diário, mas acho vai me estimular a escrever sobre minha vida do jeito que eu gostaria.
Aliás, os diários que aparecem no IG são enganadores. Eu vou lá e dou zoom, lógico, a pessoa mostra o diário para a gente ler, certo? A página é bem enfeitada, a caligrafia é perfeita, mas a pessoa escreveu que
levou o cachorro para dormir (R.I.P) como se tivesse ido ao mercado, e
isso foi só uma parte muito curta do resto do dia feliz que ela teve
com os filhos ➝ isso é verídico!
E a minha ideia para 2024, se eu mantiver um bujo, seria dar uso para o meu Midori Traveler Notebook, escanteado há 9 anos, e enfiar nele alguma caderneta que serviria como diário. Como voltei a trabalhar presencial e ainda faço plantão de atendimento presencial fora do escritório, meu tempo, saco e privacidade para parar, refletir e escrever ficou muito reduzido.
Eu admiro as pessoas que têm o registro manuscrito da própria vida em cadernos organizados por ano (já vi quem tivesse um caderno POR MÊS, um exagero desnecessário). Minha vida anotada à mão está fragmentada em cadernos incompletos, fora de ordem. Ainda sinto falta de um diário que eu tive lá por 2000 e poucos onde escrevia coisas mais cruas ainda que não iam para o blog. Mas a minha mãe leu esse diário, então eu fiz o que qualquer adultescente faria: rasguei e joguei no fogo. Não recomendo.



4 comments
Tentei por muito tempo usar o bujo e nao me adaptei, nao sei o porquê... mas adoro ver inspirações de quem usa. Minha meta para esse segundo semestre de 2022 é voltar com o meu diário que eu gosto muito! Adoro escrever o que passa pela minha cabeça, nem escrevo sobre meu dia, mas sobre as maluquices que é viver.
ResponderExcluirCompartilha com a gente seu bujo!
claraaoliveira.blogspot.com/
Eu adoro ver os vídeos da Amanda RachLee e da Journal Away. Mas o que realmente me insipirou para começar o bujo foi um vídeo do canal Elsa Rhae & Barron, porque achei o estilo muito prático e minimalista, o que cabia dentro do meu tempo.
ExcluirEspero que consigas voltar com o seu diário! O bom é que não tem compromisso com o que se registra, o que realmente importa é registrar aquele fragmento da vida <3
Vou me organizar e compartilhar um pouco dos meus bujos :)
diários e journals têm dado mais certo pra mim que bujos. os primeiros não precisa decorar, e nos outros a decoração é a única coisa necessária. o formato "mixed purpose" não está funcionando muito bem. tenho o midori traveller e comigo ele também não deu muito certo porque não abre flat e eu tenho preguiça de colocar clips pra poder usar. p.s.: essa do cachorro foi foda.
ResponderExcluirEu larguei o MTN justamente por não ter me adaptado também. Mas eu preciso voltar a usá-lo de alguma forma porque foi caro. Talvez usando como bujo seja ainda mais prático do que usar um Archer & Olive grosso e pesado.
ExcluirPara mim o que mais abre flat é o Hobonichi. Andei espiando as prévias de lançamentos do ano que vem que confesso que a mão chegou a coçar um pouquinho, hahaha.
Be nice :)