Semana cheia

agosto 26, 2019

Estou fazendo um intensivão de duas semanas de programação "aplicada ao Direito" - nada mais é do que programação pura com exemplos voltados para contratos, procurações, etc. A ideia é trazer esse conhecimento para o escritório e elaborar alguma automação para atividades burocráticas que levam mais tempo que o necessário.

O problema é que o curso é à noite e eu deixei para trás, lá junto da minha fase de concurseira, essa vida de ficar fora de casa dezenove horas por dia. Chego em casa querendo dormir e durante o trabalho não sobra nem tempo nem saco de fazer teminha de programação.

Os clientes estavam excepcionalmente carentes. Alguns diluem meia dúzia de perguntas em meia dúzia de emails, outros ligam e mandam emails, outros ligam e mandam emails e Whatsapp... não sejam esses clientes. Não é porque não respondemos sua pergunta 30 segundos depois de recebê-la que estamos "roubando" os seu dinheiro.

Acho que foi na semana retrasada que um cliente do tipo que PRECISA ter ALGUM processo (pra dizer "vou falar com o MEU advogado" - no masculino, porque se for no feminino vão rir da cara dele) veio reclamar para mim que não se sente acolhido pelo escritório. O cara liga e sempre é atendido; quando aparece no plantão de atendimento sempre é atendido; quando manda email sempre é respondido. Se quer miminho não é com advogada, não, amigo.

Mas imaginem uma semana inteira com clientes que não chegam nem a estar incomodando, mas que estão acompanhando os processos e têm dúvidas, avisam sobre descumprimentos que precisam ser informados no cartório com urgência, somando-se a isso o próprio cartório estar defasado de servidor porque a juíza titular foi promovida a desembargadora e levou o gabinete todo junto. Pra depois do expediente ter que pegar 40 minutos de trânsito pra aprender sobre string e boolean.

Na terça-feira tiramos os pontos da Gjallarhorn. No post anterior informei que ela ficaria de roupinha até tirar os pontos, quando então no domingo anterior eu acordo com ela sem a roupinha. Não sei como ela conseguiu tirar sem abrir, mas isso só me convenceu um pouquinho mais do fato de que gatos têm estado líquido.

No sábado eu e o Mi queríamos aproveitar a manhã para irmos no Perna Bike para recolocar o para-lama do Pantito (minha bicicleta). Chegamos lá eram 10h, fechado. Descobrimos que abria às 11h. Fizemos hora no supermercado ao lado e voltamos pouco depois das 11h. O Perna levou 10 minutos para nos receber - ficamos ali na frente, batendo na porta, esperando.

Quando abriu a porta:

Perna: Sim - em tom de "que que é".
Eu: *engolindo seco* Bom dia, teria como arrumar o para-lama...
Perna: Não, hoje estou com muito trabalho, só terça.
Eu: *olhar bovino*
Mi: Ah, então fica para outra hora, obrigado.

O filho da puta nos hostilizou E recusou trabalho pelo qual seria pago. Saímos dali com a sensação de que estávamos atrapalhando, sendo inconvenientes, sei lá. Mas depois pensamos melhor: se ele estava com "muito trabalho" aparafusando selim, não deveria nem ter aberto o estabelecimento... Eu já tinha ido lá outras vezes, sozinha. Sempre foi de boa: conversa pra cá, conversa pra lá, "ah, porque eu sou muito zen", "ah, porque as mandalas", "ah, porque os livros", "ah, porque tenho amigos pelo mundo". Agora nunca mais apareço e nunca mais indico.

Domingo fomos a Novo Hamburgo visitar a cunhada e o idiota do marido dela. Detesto ele. É muito folgado. Só sabe assar coxa de frango na churrasqueira, espera a minha cunhada fazer todo o resto e desaparece de vista na hora de tirar a mesa e levar os pratos para lavar. O filho de 2 anos fica solto porque a cara da beldade tem que estar ou no celular ou no computador; o resto das pessoas que cuidem da criança. Na hora do café da tarde obrigatório não se prontificou para ir comprar pão. Não deu outra: deixamos ele sozinho e levamos a criança junto. Depois do café, saiu da mesa e não levou nem uma colher para a pia. E não brincou com o filho, não trocou fralda, no nothing. Um completo idiota. Detesto dele. Já mencionei que ele se serve de comida que nem um estivador mas deixa mais da metade sobrando no prato? Pois é.

Essa semana é a última do curso de programação, com a promessa de ser uma semana "mais punk" que a anterior. A essa altura não tenho nem saco de sentir medinho disso, por mim me passa um PDF com o basicão que eu me viro.

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2 comments

  1. Olá Amanda,

    Menina mas que concunhado mais nojento. E ainda desperdiça comida. Credo! Coitada da sua cunhada. Já pode juntar ele e o tal do Perna e jogar na lixeira mais próxima.
    Espero que suas semanas tenham melhorado. Deve ser difícil ter que lidar com clientes tão carentes kk Quando precisei de um advogada, eu deixei ela bem na paz. Quando precisava de algo manda eu mandava um email, se fosse urgente aí eu ligava, mas ela foi uma amorzinho e me ajudou muito. Damas né, outro nível. Pelo menos você tem seus gatinhos que se transformam em líquidos XD Ela foi bem esperta hahaha

    Beijos e até mais~~

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