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abril 05, 2017Eu tenho fases de criar blogs, escrever neles, me irritar e apagá-los. Às vezes aviso, às vezes não.
Pensei que nunca mais criaria um blog de novo. Comprei um caderno (o “Red Notebook”) para usar como diário, mas não tem a mesma praticidade de um blog. Infelizmente.
Criei um blog privado, usei três vezes e não me lembro do username.
Eu fico receosa de escrever em blogs porque minha vida de advogada é sem emoção, muito atribulada e sem a privacidade necessária – trabalho com estagiários na mesma sala, de costas para eles.
Mas não resisto. Não consigo ler os blogs que eu gosto sem sentir falta de escrever no meu próprio o que eu penso. Não tenho opiniões populares, nem faço questão de tê-las, e isso me rendeu perder leitores.
Ontem eu estava criando minha conta e lembrei que há uns bons 10 anos eu lia um blog do Diaryland, de uma pessoa chamada Amy. Atualmente o link para o blog dela está bloqueado com senha, mas entrando no Internet Archive consigo reler os posts com um gostoso sentimento de nostalgia. Que época boa era blogar antes. Todo mundo tinha uma vida bacana e substanciosa. Todo mundo tinha alguma coisa pra contar e desabafar. Todo mundo tinha PROBLEMAS pra contar. Ninguém tinha esse câncer chamado “politização”. Era tão bom…
Eu fico admirada com quem escreve os blogs que eu gosto. Desde 2001, 2002, digo, EU TINHA blogs em 2001 e 2002, apaguei tudo pra criar outros que apaguei de qualquer forma, ou seja: eu não tenho um blog que evoluiu comigo. Meu recalque me condena :(
Aqui vai mais uma tentativa. Que seja uma evolução interessante, pois aos 40 anos não sei que tipo de postagem se faz em um blog de raiz.



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