Meu encontro com os mortos

outubro 09, 2002

Ontem visitamos um necrotério. Chegamos no hospital perto do colégio e descemos algumas escadinhas. Eu já estava colocando as luvas cirúrgicas. Logo de cara podíamos ver dentro do laboratório as camas de metal com restos mortais e corpos inteiros de ex-pessoas, meio mumificadas, totalmente abertas (totalmente MESMO).

O professor mostrava para nós o que era cada órgão nos corpos. Ele procurando os rins de um morto, bagunçando as vísceras do coitadinho... ¬¬" o pulmão dele era PRETO, pequeno e esponjoso porque fumava.

Bom, em outra mesa tinha os fetos de 3 meses a recém-nascido. Os corpinhos cinzentos, com gaze dentro da cabeça, um deles tinha a barriga aberta, sem os órgãos, dava pra ver (por dentro) que a coluna vertebral era ainda macia.

Também vimos, fora dos corpos, um coração de alguém não muito saudável (porque o coração era do tamanho de um crânio adulto), vimos um olho, as bolas de alguém (o Tanaka apertou aquilo... eeew), mais rins, úteros e vaginas (os mortos deitados tinham pênis...), uma cabeça fatiada, braços e pernas separados dos corpos, ossos e um cérebro.

Na hora de sair, vimos que tinha uma porta aberta ali do lado. Quem saia, estava aos prantos, mas não por estar triste. Dentro da sala havia um tanque cheio de formol com três cadáveres inteiros. Pareciam pessoas que morreram afogadas. O mais novo tinha duas semanas, era uma ex-senhora. O Marcelo pegou a mão de um deles e levantou o morto do tanque! Como o formol arde muito no nariz e nos olhos, saímos chorando. Depois ficamos sabendo que os mortos ali são pessoas sem família.
 
Depois disso, voltei para cada, joguei toda a roupa na máquina e almocei bife à milanesa e frango empanado.

You Might Also Like

0 comments

Be nice :)

Seguidores